domingo, 9 de maio de 2010

Simples de coração


Não estou com pretensão de escrever esses dias (na verdade, faz tempo...).


Mas hoje foi um dia tão especial...que não poderia deixar de postar algo aqui...


Também não vou expor os motivos...Quer dizer, apenas uma parte deles. Sou muito felizarda por ter uma mãe tão especial.


Como coração de mãe sempre cabe mais um...a casa estava cheia! Cheia de surpresas e de corações.


Toda coração.


Transbordou de emoção.


Sei que há poucos momentos na vida nos quais as pessoas estão de fato tão presente e tão inteiras. E hoje foi um dia inteiro de presença. Enfim...foi um dia importante e especial. Não quero falar grandes coisas e nada mais...O simples é sempre difícil.


É isso.


Só antes de terminar um poema do Vaz que é muito simples e bonito:


"De todos os hinos

entoados em louvor às revoluções

nos campos de batalhas,

nenhum, por mais belo que seja,

tem a força das canções de ninar

cantada no colo das mães."

Sérgio Vaz




quarta-feira, 21 de abril de 2010

Estava faltando a Clarice por aqui!!!!



Não entender

Não entendo.Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector

sexta-feira, 16 de abril de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

By Rosana Benevenuto





"A onda ainda quebra na praia,

Espumas se misturam com o vento.

No dia em que ocê foi embora,

Eu fiquei sentindo saudades do que não foi

Lembrando até do que eu não vivi

pensando nós dois..."

Trecho da música Último pôr-do-sol - Lênine

sábado, 27 de março de 2010





"A gente não vê quando
o vento se acaba..."



(Ninhinha, A menina de lá, G. Rosa)

terça-feira, 23 de março de 2010

Reticências








...


EXISTIA UM PORÉM



EM TUDO QUE EU FAZIA.



EU FAZIA,



PORÉM



...
Rosana Benevenuto



sábado, 6 de março de 2010

O DOM ou A RESPOSTA!


"Aqui, um território vazio, espaços, um pouco mais que nada. Ou muito, não se sabe. Mas não há ninguém, é certo. Uma cobra, talvez, insinuando-se pelas pedras e pela pouca vegetação. Mas o que é uma cobra quando não há nenhum homem por perto? Ela pode apenas cravar seus dentes numa folha, de onde escorre um líquido leitoso. Do alto desta folha, um inseto alça vôo, solta zumbidos, talvez de medo da cobra. Mas o que são os zumbidos se não há ninguém para escutá-los? São nada. Ou tudo. Talvez não se possa separá-los do silêncio ao seu redor. E o que é também o silêncio se não existem ouvidos? Perguntem, por exemplo, a esses arbustos. Mas arbustos não respondem. E como poderiam responder? Com o silêncio, lógico, ou num imperceptível bater de suas folhas. Mas onde, como, foi feita essa divisão entre som e silêncio, se não com os ouvidos?..."

Sérgio Sant´Anna