domingo, 12 de setembro de 2010

Depois da página três


A vida é um grande livro, escrito por nós mesmos. E assim tecemos a nossa narrativa, palavra por palavra, frase por frase, parágrafo por parágrafo, página por página, capítulo por capítulo...

Na vida sempre viramos uma página. Mesmo quando relemos, a página não é a mesma. O escritor não é mais o mesmo.

E mesmo diante de uma página preenchida, há sempre um espaço vazio... Falta conteúdo. Há sempre uma página em branco.

E sempre há mais que um caminho... Há várias formas de preencher um espaço em branco...

Cada página nova é um começo e um fim de um capítulo...Cada página que viramos é o respiro...

É a vida que se reinicia ...
por cada escolha sucedida...

A vida é uma escolha.

Escolhemos viver
para um dia morrer.

Escolhemos começar
para um dia acabar.

Escolhemos ir
para fugir.

Escolhemos ficar
para esperar.

Escolhemos matar
para não morrer.

Escolhemos estender a mão
para não arrepender.

Escolhemos calar
para consentir.

Escolhemos gritar
para não ouvir.

Escolhemos terminar
para não enfrentar.

Escolhemos trabalhar
para não enlouquecer.

Escolhemos estudar
para conhecer.

Escolhemos sorrir
para não chorar.

Escolhemos gastar
para consumir.

Escolhemos guardar
para poupar.

Escolhemos pensar
para existir.

Escolhemos lembrar
para esquecer.

Escolhemos correr
para não parar.

Escolhemos amar
para nos perder.

Escolhemos amigos
para compartilhar.

Escolhemos inimigos
para nos defender.

Escolhemos comer
para satisfazer.

Escolhemos ler
para imaginar.

Escolhemos dormir
para depois acordar.

Escolhemos virar a página
para depois caminhar.

Escolhemos sair
para depois voltar.

Escolhemos terminar de escrever
Para colocar um ponto final.
.

domingo, 22 de agosto de 2010

Preciso dizer alguma coisa?!


Mia Couto, na Bienal do Livro.


"



domingo, 15 de agosto de 2010

Amigos de sempre







Aos doze...
andávamos de bicicleta...
Aos quinze...
comíamos 15 pedaços de pizza...

Aos dezoito...
a velocidade imperava nas estradas...

Aos vinte...
ônibus lotado todo dia...

Aos vinte e poucos...
todos estavam com o canudo na mão...

Aos vinte e cinco...
todos com a sua namorada...

Aos trinta...
todos compraram uma bicicleta...
























sábado, 31 de julho de 2010

Trechos da obra de Mia Couto! (Compartilhar)


"Sou feliz só por preguiça" (Mar me quer)


"A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores" (O outro pé da sereia)

"Só é olhado pelo céu quem olha para as estrelas" (O outro pé da sereia)

"Quem parte treme, quem regressa teme" (O outro pé da sereia)

"Cada mulher sente o sofrimento de todas as mulheres" (O outro pé da sereia)

"Os meus deuses não pedem nenhuma religião" (O outro pé da sereia)

"O homem esquece para ter passado e mente para ter futuro" (O outro pé da sereia)

"O choro é o nosso primeiro idioma" (O outro pé da sereia)

"O homem engana-se. A mulher engana" (O outro pé da sereia)

"Antes à tarde do que nunca" (O outro pé da sereia)

"Só tem viagens quem recebe adeuseus" (O outro pé da sereia)

"Antes ao Sol que mal acompanhado" (A chuva pasmada)

"Nascemos água, morremos terra" (A chuva pasmada)

"Nunca diga que uma mulher foi sua. Essas são coisas para nós, mulheres, dizermos. Só nós sabemos de quem somos. E nunca somos de ninguém" (A chuva pasmada)

"O amor não é a semente. O amor é o semear" (A chuva pasmada)

"Quanto mais inabitável, mais o mundo fica povoado" (Antes de nascer o mundo)

"Os homens não olham as mulheres que acabaram de amar porque têm medo. Têm medo do que podem encontrar no fundo dos olhos delas" (Antes de nascer o mundo)


"Tive as minhas mortes, felizmente, todas elas passageiras" (Antes de nascer o mundo)

"A política é arte de mentir tão mal que só pode ser desmentida por outros políticos" (Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra)


" Quando voltares, a casa já não te reconhecerá" (Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra)


"Era estrangeira não numa nação, mas no mundo" (Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra)

"A morte é a cicatriz de uma ferida nunca havida, a lembrança de uma nossa já apagada existência" (Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra)


"O pranto é o consumar de duas viagens: da lágrima para a luz e do homem para uma maior humanidade" (O fio das missangas)


"O tempo é um fruto: na medida, amadurece; em demasia, apodrece" (O fio das missangas)

quinta-feira, 8 de julho de 2010


By Rosana Benevenuto

Que amanhã faça sol
Sol
em mim!

domingo, 4 de julho de 2010



























By Rosana Benevenuto


Eu, fotografia.
Ela, poesia.
Assim ia...














sábado, 3 de julho de 2010

TEMPEROS,SURPRESAS E SUSPIROS.

Olhares, pimenta e quereres.
Trocas, pensares e desabafos.
Caixinha, surpresa e risos.
Caminho, descaminho, indo ...

Parada, embaraços e sinceridade.
Emoção, razão e sentidos.
Transgressão, explosão e perfeição.
Rosa, poesia, caminho...